Iniciados: Sporting 0 - FC Porto 1

Blog dedicado às camadas jovens do Sporting Clube de Portugal.
A partida iniciou-se com ambas as equipas a respeitarem-se e a estudarem-se mutuamente. Foi ao Sporting que pertenceu a primeira iniciativa de ataque, com Pedro Celestino a cruzar uma bola do lado direito mas que não levou perigo à baliza portista. Enquanto que o FC Porto actuava de forma mais cautelosa e expectante, o Sporting parecia mais ansioso. Nos primeiros dez minutos de jogo o FC Porto teve mais posse de bola, limitando-se a fazê-la circular junto ao meio campo, onde o Sporting fechava todas as linhas de passe. Aos 13 minutos o FC Porto teve uma iniciativa de ataque pelo lado esquerdo com o avançado a ultrapassar Paulo Renato, Rui Patrício saiu da baliza mas o central conseguiu cortar para canto. Do mesmo não resultou perigo. O Sporting tentava, por seu turno, acelerar o ritmo da partida.
Aos 16 minutos, Diogo Tavares recolheu uma bola no flanco direito, derivou para o centro do terreno e ultrapassou alguns adversários. À entrada da área, desferiu um potente remate que só parou no fundo da baliza portista. Foi um excelente golo após uma bela jogada individual que levou a Academia ao rubro. Estava feito o 1-0.
O FC Porto tentou reagir de seguida. Num pontapé de canto da esquerda, houve um cabeceamento perigoso mas que saiu ao lado. O Sporting respondeu por David Caiado que cruzou da esquerda mas sem perigo. O FC Porto continuava a criar perigo a partir de cantos. Aos 24 minutos, um canto do lado direito saiu directo e a rasar o poste. No minuto seguinte, o FC Porto empatou. Houve um ressalto de bola à entrada da nossa grande área, Paulo Renato não impediu que a bola sobrasse para Rui Pedro e este rematou sem hipótese de defesa para Rui Patrício. O Sporting não esmoreceu e tentou partir em busca do segundo golo. A partida por esta altura estava muito equilibrada.
Aos 35 minutos, Diogo Tavares desmarcou André Nogueira sobre a direita, que entrou na área com a bola controlada e foi derrubado. O árbitro assinalou a grande penalidade, que Pedro Celestino se encarregou de bater fazendo o 2-1.
Pedro Celestino a bater o penalty com a bola prestes a entrar na baliza.
Até ao intervalo destaque apenas para mais um cruzamento de Pedro Celestino, mas sem consequências de maior.
O início da segunda parte mostrou um FC Porto mais pressionante e um Sporting que não conseguia atacar em condições. A luta a meio campo era a tónica dominante neste fase. Só aos 54 minutos o SCP criou perigo. Num lance pela direita, Diogo Tavares recolheu a bola e cruzou-a com o guarda-redes azul e branco fora da sua baliza. David Caiado cabeceou mas o guardião portista conseguiu recuperar a posição e defendeu. Pouco depois, Diogo Tavares saiu lesionado e entrou Bruno Pereirinha para extremo-direito, passando Tomané para o meio.
O Sporting começou a tomar conta do jogo e Pedro Celestino rematou por cima, após uma boa triangulação do ataque verde e branco. O FC Porto limitava-se a despejar cruzamentos para a área com Rui Patrício a dar conta do recado com segurança. Aos 61 minutos, David Caiado teve uma boa iniciativa individual que culminou com um remate à figura. Aos 68 minutos, saiu João Martins, também devido a lesão, e entrou André Pires para o seu posto no meio campo. Logo de seguida, o SCP chegou ao 3º golo. André Marques bateu um livre do lado direito, a bola sofreu uma série de ressaltos dentro da área até que sobrou para Bruno Pereirinha que, perante a passividade da defensiva azul e branca, fez facilmente o 3-1.
Os nossos jogadores comemorando o terceiro golo.
Nesta altura, o Sporting era dono e senhor da partida enquanto que os jogadores do FC Porto acusavam algum desgaste e desânimo. Ao minuto 72, saiu Tomané e entrou Fábio Paim. Dois minutos depois, Pedro Celestino iniciou uma jogada no grande círculo e progrediu pelo meio do terreno, ultrapassando os centrais do FC Porto. Conseguiu isolar-se e fez, com grande à-vontade, o 4-1.
Fábio Paim, aos 77 minutos, isolou André Marques na esquerda mas este rematou ao lado. Depois foi David Caiado que desmarcou o lateral esquerdo para novo remate à baliza. Entretanto, o FC Porto só conseguiu criar algum perigo ao minuto 81, com um remate em arco mas Rui Patrício defendeu com tranquilidade. Aos 86 minutos, Fábio Paim teve uma excelente iniciativa pelo lado esquerdo do ataque, fintando dois defesas do FC Porto e entrando na área. Aí foi derrubado em falta mas o árbitro nada assinalou. A um minuto do fim, Bruno Pereirinha rematou ao lado da baliza do FC Porto. Nos 4 minutos de desconto, destaque apenas para um cabeceamento perigoso do FC Porto.
Os nossos jogadores festejando o triunfo.
Da esquerda para a direita, Bruno Matias, André Martins, Adrien Silva, André Cacito, André Santos, Diogo Amado, Jorge Abreu, Flávio Pina, Vivaldo Arrais, Rui Figueiredo e Tiago Pedrosa.
O Sporting apresentou-se em 4-4-2, com André Martins na baliza, Rui Figueiredo a defesa direito, Jorge Abreu e Tiago Pedrosa como dupla de centrais e Flávio Pina a defesa esquerdo. O quarteto do meio campo foi composto por Diogo Amado a trinco, Adrien Silva mais à sua frente, André Santos sobre a direita e Vivaldo Arrais descaído sobre o lado esquerdo. Na frente estiveram André Cacito mais fixo junto à área e Bruno Matias mais móvel em toda a largura do campo. No entanto, este 4-4-2 variava para um 4-3-3 em situações de ataque, com Vivaldo Arrais a ocupar a faixa direita do ataque, Bruno Matias no lado esquerdo e André Cacito no meio.
No banco estiveram o guarda-redes André Marques, os médios Diogo Rosado, Rui Lopes, Sílvio Pires e José Mário e os avançados Helmut Calvete e Rui Fonte. O trio de arbitragem veio do Algarve.
A partida começou muito disputada a meio campo e com os jogadores do FCP a exercerem muita pressão, marcando em cima os adversários que transportassem a bola. O Sporting, a pouco e pouco, foi desenvolvendo algumas iniciativas de ataque e, aos oito minutos, inaugurou o marcador. Vivaldo Arrais fez um belo cruzamento da esquerda e André Cacito, livre de marcação, saltou muito bem e com um gesto técnico primoroso, cabeceou certeiro e com força para o fundo das redes azuis e brancas, fazendo o 1-0.
André Cacito (primeiro do lado esquerdo) radiante de alegria.
O FC Porto tentou reagir de pronto e conquistou um canto, do qual não criaria perigo. Vivaldo Arrais, aos 13 minutos, tentou novo cruzamento da esquerda, desta vez sem consequências. O FC Porto começava a acercar-se mais da nossa baliza e empatou aos 16 minutos, num remate de fora da área que tabelou num jogador da nossa defesa. André Martins ainda chegou a tocar na bola mas não evitou o 1-1. O Porto encheu-se de confiança, tentando controlar as operações a meio campo. Aos 19 minutos, André Martins fez uma defesa segura a um cruzamento perigoso do lado direito.
O Sporting tentou contrabalançar este pendor ofensivo do adversário e aos 21 minutos fez dois remates consecutivos à baliza portuense. André Santos rematou rasteiro, a bola veio devolvida e, na recarga, Tiago Pedrosa rematou fraco e à figura. À passagem do minuto 28, Vivaldo Arrais teve uma iniciativa no lado esquerdo que originou um canto. Bruno Matias encarregou-se da sua cobrança e endossou a bola para o lado oposto da grande área onde apareceu Vivaldo Arrais a rematar mas sem perigo. O SCP insistia para chegar à vantagem e conseguiu-o aos 34 minutos. No seguimento de um livre directo, André Santos rematou de fora da área, a bola tabelou num defesa do Porto e ficou fora do alcance do guardião azul e branco. Era o 2-1.
Os festejos do 2º golo.
Sobre o intervalo, o mesmo André Santos isolado perante o guarda-redes, rematou a rasar o poste, perdendo-se uma boa ocasião para dilatar o marcador.
No segundo tempo, o FCP entrou um pouco mais forte e dispôs de uma excelente ocasião para igualar a partida mas o seu avançado perdeu imenso tempo, permitindo a intervenção de André Martins que resolveu o lance. No seguimento, o Sporting em contra-ataque, através de Vivaldo Arrais e André Cacito, chegaria ao golo mas o mesmo foi anulado por suposto fora de jogo. Este golo anulado a André Cacito deixou-nos algumas dúvidas. Aos 49 minutos, Bruno Matias quase que marcava num canto directo mas o guarda-redes defendeu, cedendo novo canto.
O FC Porto tentou novamente pegar no jogo e sempre que se aproximava da área leonina, conseguia criar alguns calafrios ao nosso sector mais recuado. Mesmo assim, a defesa ia resolvendo como podia. Aos 56 minutos, Diogo Amado isolou Rui Figueiredo na área, sobre o lado direito, mas o guarda-redes do Porto chegou primeiro à bola. Ao minuto 61, o Porto fez o 2-2, a partir de um cruzamento do lado esquerdo em que a nossa defesa e o nosso guarda-redes não estiveram à altura, permitindo o cabeceamento à vontade do dianteiro adversário. O empate não nos servia de modo nenhum e havia que tentar chegar à vitória nos minutos que restavam.
João Couto procedeu então às alterações. Aos 66 minutos, saiu André Cacito e entrou Rui Fonte, numa alteração que nos pareceu pouco ousada, já que trocou um ponta de lança por outro. Dois minutos depois saíram Flávio Pina e André Santos (tinha saído do campo lesionado) e entraram para os seus lugares Diogo Rosado (encarregou-se de fechar o flanco esquerdo) e Rui Lopes (para o meio campo). Temos ainda que fazer um pequeno apontamento sobre as substituições. Pouco depois das mesmas terem sido efectuadas, os suplentes não utilizados Helmut Calvete e André Marques, com o jogo ainda empatado e a decorrer, abandonaram o banco de suplentes e foram-se embora do recinto. A menos que haja uma justificação plausível que desconheçamos, parece-nos de muito mau tom não ficar a apoiar os companheiros de equipa até ao desfecho do encontro.
Aos 69 minutos, Bruno Matias isolou Rui Fonte mas este rematou à figura. Dois minutos depois, Rui Lopes bateu um livre directo frontal, a bola bateu na barreira e sobrou para Bruno Matias que, isolado e só com o guarda-redes pela frente, rematou fraco, gorando-se mais uma oportunidade. O mesmo jogador viria a redimir-se pouco depois, fazendo o 3-2 que nos daria a vitória. Depois de ser bem desmarcado por Vivaldo Arrais, aos 74 minutos, o jovem avançado fez um chapéu perfeito, não dando hipóteses de defesa. Era a loucura na Academia que já desesperava.
Bruno Matias a festejar o tento da vitória.
O Sporting encheu-se de brio para tentar garantir esta vitória. Enquanto Diogo Amado e Adrien Silva controlavam as iniciativas do FCP a meio campo, ainda houve oportunidades para dilatar mais o marcador. Aos 78 minutos, Rui Fonte rematou à figura. No período de 5 minutos de descontos, Rui Lopes tentou um pontapé de bicicleta após cruzamento da direita de Bruno Matias e, quase no final, Vivaldo Arrais tentou um chapéu que foi defendido a dois tempos pelo guarda-redes do Porto.
Os nossos jogadores cumprimentando o público presente na Academia e que muito os apoiou.
Vitória justa e sofrida do Sporting por 3-2.
PS - Um obrigado ao nosso amigo Hugo Sousa pela cedência das 3ª , 5ª e 7ª fotografias desta crónica. :-)
O Benfica continuou a pressionar e a controlar as operações a meio campo e só voltámos a aproximarmo-nos da área adversária aos 35 minutos, com um bom cruzamento de David Santos pelo lado esquerdo mas Rui Fonte, no coração da área, falhou a recepção e deixou-se desarmar. No minuto seguinte, Diogo Amado rematou rasteiro e à figura do guardião do Benfica.
O segundo tempo começou com uma assistência por lesão ao médio André Santos, o que motivou uma paragem da partida. O mesmo voltou ao terreno de jogo mas em nítida quebra. Aos 45 minutos, André Santos rematou de fora da área mas a bola saiu por cima. No minuto seguinte, o Benfica igualou a partida. Num lance aparentemente inofensivo, surgiu um cruzamento do lado direito com Bruno Parreira a cabecear, quase sem oposição, e fazendo o 1-1, sem hipótese de defesa para André Martins.
O Benfica animou-se e foi em busca do 2º golo, que quase surgia aos 49 minutos, através de um remate cruzado do lado esquerdo, que passou a rasar o poste. O Sporting não conseguia reagir nem travar o ímpeto atacante do adversário. Aos 53 minutos, o Benfica passou para a frente do marcador. Em lance precedido de duas faltas sobre Diogo Amado, André Carvalhas dominou a bola, progrediu pelo meio e rematou de fora da área fazendo o 2-1, em golo de belo efeito.
O SCP fez de imediato a primeira alteração, com a saída de Rui Fonte e a entrada para o ataque de Helmut Calvete. A equipa leonina tentou então reagir e Bruno Matias fez dois remates nos minutos seguintes, mas ambos sem consequências. Aos 59 minutos, saiu André Santos e entrou Flávio Pina que entrou para o lado esquerdo do meio campo. A partir desta altura, o árbitro começou a inclinar um pouco o campo, decidindo quase sempre a favor do Benfica a marcação das faltas a meio campo. Aos 65 minutos, o Benfica rematou à nossa baliza, com a bola a passar, mais uma vez, muito perto do poste. Estava o SLB mais perto do 3-1 do que o SCP do empate. Aos 69 minutos, saiu Rui Figueiredo e entrou Rui Lopes para o meio campo. Diogo Amado passou para lateral direito para colmatar a saída do n.º 2 leonino.
Por esta altura, o Sporting atacava mais com o coração do que com a cabeça, na tentativa de, pelo menos, empatar o jogo. Aos 75 minutos, Bruno Matias bateu um outro livre directo mas a bola saiu novamente por cima. O árbitro deu cinco minutos de desconto, onde o Benfica aproveitou para algumas pequenas ronhas e uma alteração, ao estilo das equipas pequenas. O jogo chegou ao fim e o Sporting perdeu, pela primeira vez, ao fim de 64 jogos.
Derrota justa do Sporting por 2-1.
Da esquerda para a direita, João Martins, André Pires, Tomané, Bruno Pereirinha, Diogo Tavares, Vasco Campos, Tiago Pinto, Nuno Silva, Simão Coutinho, Daniel Carriço, Zezinando.
O Sporting apresentou-se em 4-4-2, com uma estreia na baliza. O guarda-redes Nuno Silva, ainda juvenil, ocupou o lugar entre os postes. Vasco Campos jogou a defesa direito, Daniel Carriço e Simão Coutinho constituíram a dupla de centrais e Tiago Pinto foi o defesa esquerdo. A linha de meio campo apresentou Zezinando (capitão de equipa) a trinco, Bruno Pereirinha na esquerda, André Pires na direita e João Martins como vértice mais avançado do losango. Na frente estiveram Diogo Tavares e Tomané como dupla de pontas de lança. O banco do Sporting apresentou apenas seis suplentes com o guarda-redes Rui Patrício, os defesas Paulo Renato e Tiago Pires e os avançados Fábio Paim, Alison e Ricardo Nogueira. O trio de arbitragem veio de Setúbal.
O Sporting entrou mais rápido no jogo, pertencendo-lhe as primeiras iniciativas de ataque, conduzidas por Bruno Pereirinha que aproveitou para fazer o 1º remate ao minuto 7. Iria, no entanto, à figura. Aos 10 minutos, João Martins bateu um livre directo frontal, que saiu por cima. Aqui fica o registo do momento em que o livre foi cobrado.